Das coisas que estão em esquinas

autore
páginas
84
ano
2019
editora
por.onde.o.homem.anda
categoria
Livro
dimensões
15 x 15 x 1 cm

Parte do volume 2 da Coleção das coisas, me debruço sobre a vida cotidiana e continuo seguindo a recomendação de Georges Perec, continuo a fazer listas. Catalogar e inventariar as coisas que constituem nosso dia a dia, nossa banalidade, os momentos ordinários… Dentre as coisas que fazem o cotidiano, há uma esquina. E essa esquina me provoca, me convoca, me convida. Estar numa esquina é estar em lugar privilegiado, de destaque. Mesmo que seja uma esquina qualquer, ordinária, não cantada. Por isso, um destaque ordinário, vulgar, como ela, qualquer. Estar numa esquina é completamente transitório, efêmero, momentâneo, fugaz. A esquina é esse lugar vivido da Cidade que não é nem aqui nem ali. É um lugar ambíguo, ambivalente. A esquina é uma dobra do espaço, uma linha que vem, que dobra, que continua. Um espaço que é aqui e lá ao mesmo tempo.
Nessa ambiguidade, a esquina da cidade está no cotidiano assim como o cotidiano também está na esquina. Nesse ângulo – agudo, reto ou obtuso – formado por duas ruas, caminhos, trajetos, o convite à vida cotidiana é mais potente e, ao mesmo tempo, fugaz. Tento, portanto, praticar esse espaço (como propõe Certeau) numa tática cotidiana. Estabeleço um relato, uma descrição, uma tentativa de esgotamento (como propõe Perec). Faço uma lista…
Uma lista de coisas que estão em esquinas. Coisas que sempre estão, coisas que já não estão mais. Um inventário sem descrição, apenas as coisas. Pois, enfim, a esquina foi virada.

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