Das coisas que se repetem

autore
páginas
84
ano
2019
editora
por.onde.o.homem.anda
categoria
Livro
dimensões
15 x 15 x 1 cm

Parte do volume 2 da Coleção das coisas, me debruço sobre a vida cotidiana e continuo seguindo a recomendação de Georges Perec, continuo a fazer listas. Catalogar e inventariar as coisas que constituem nosso dia a dia, nossa banalidade, os momentos ordinários… Virando uma esquina, encontramos uma rua que, muito provavelmente, vai dar em uma outra esquina. Elas se repetem, mesmo sendo diferentes. Assim como as coisas que fazem o cotidiano. É na repetição que estabelecemos a possibilidade do cotidiano. É na repetição que o cotidiano acontece, mesmo que nada aconteça… É na ação que refazemos dia após dia que reconhecemos que entramos em uma rotina. Percebemos nas recorrências de “eventos” a fundação da coisa ordinária. É na repetição que estabelecemos nossa temporalidade. O sol nasce e se põe, para depois voltar a nascer e a se pôr novamente. Repetimos algo que gostamos, que nos fez bem. Se o sorvete é bom, porque não repetir? Repetimos para aprender, para entender. Basta ver a repetição prazerosa das brincadeiras infantis. Quantas vezes não ouvimos, ou dizemos, a frase “de novo, de novo”? A repetição é um ritual.
Mas está também nessa repetição a incompatibilidade da reprodução. Mesmo repetindo, a coisa ou ação repetida nunca sai como a anterior. Cada pôr do sol é diferente, mesmo sendo sempre da mesma forma. A repetição do cotidiano é sempre igual e sempre diferente. Repetimos para fazer diferente, para perceber diferente. Repetimos, e gostamos das coisas que se repetem, porque nos sentimos seguros. A repetição é um ritual.
O ritual do cotidiano!

Frete: Retirar no local / a combinar

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