Je Nathanaël

autore
páginas
88
ano
2011
editora
A Bolha Editora
categoria
Capa Mole
dimensões
12 x 12 x 16 cm

Nem poema nem ensaio nem romance nem sex show. O que Je Nathanael retira da linguagem restitui ao corpo. Através do ausente, imaginado e tão desejado aprendiz de André Gide em Os frutos da terra, o texto explora maneiras pelos quais a linguagem limita o corpo, aprisiona-o em gênero, e propõe um modo de leitura distinto, no qual as palavras são hermafroditas.

UM TEXTO PRA SE FODER

O que vem a ser um texto para se foder, e seria ele apenas fodível em determinada língua? O pau-duro literário existe? Quem quer Nathanaël? Eu quero eu quero. Só que ele não existe. Ele não está te beijando. Ele não deixa seu colchão com dobras. Ele não te trai. O chão azulejado está frio, e seus pés estão descalços. Nathanaël foi embora, mas também ele nunca esteve aqui nem uma única vez. Ele um garoto queer, um garoto amável, quem sabe até mesmo um garoto comível, e estamos molhadas ou duros enquanto viramos as páginas e imaginamos sua respiração. Não tem nem como ficar de luto por ele, porque ele não está morto. Ele não está morto porque ele não está vivo. Ninguém sabe quem é o Nathanaël. Você o viu? Só o vi de costas num quadro de resto não muito bom. Ouvi dizer que ele gosta de correr na chuva e de dormir com os olhos abertos.

Frete:

PAC/SEDEX/Impresso normal

Língua/idioma: Português do Brasil

Traduzido por: Thiago Gomide Nasser

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